Ministra Macaé Evaristo - Uma reparação histórica às vítimas da ditadura
Em cerimônia na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, famílias de mortos e desaparecidos durante a ditadura receberam 63 certidões de óbito retificadas, onde consta a verdadeira causa da morte ou do desaparecimento das vítimas. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, do PT, explica que a certidão simboliza uma resposta às famílias e um reconhecimento da violência do Estado brasileiro à época. A ministra conta que esta foi a primeira entrega coletiva e a escolha de Minas tem a ver com as muitas vidas perdidas no estado e a representatividade da Assembleia como Casa da Democracia. Diz também que o trabalho não acaba com essa entregas porque há muitos remanescentes ósseos e locais a serem identificados e explorados. Macaé Evaristo ainda comenta os julgamentos em curso dos réus do 8 de janeiro, o trabalho de recepcionar deportados brasileiros e o desafio multidisciplinar para acolhimento, recuperação e encaminhamento de pessoas que vivem nas ruas.
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Socióloga Gisele Agnelli - Soberania brasileira sob ameaça
Donald Trump pode esticar mais a corda com o Brasil nos próximos dias. A opinião é da socióloga especialista em ciência política Gisele Agnelli em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político. Ela acredita que o julgamento de Jair Bolsonaro pode levar a novas sanções e lembra que Eduardo Bolsonaro segue atuando no entorno de Trump. Gisele concorda com a visão do cientista político estadunidense Steven Levstiky de que hoje os EUA, no governo Trump 2, já é uma autocracia, com um Legislativo inoperante. Cita que ordens executivas inconstitucionais ignoram o Congresso. Diz que Trump pretende assumir o controle do FED para decidir a política monetária do país mas que, nas eleições legislativas do não que vem, ele pode perder o controle da Câmara dos Deputados com uma vitória do partido Democrata. Hoje Trump controla as duas Casas do Congresso e a Suprema Corte.
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Advogada Edilene Lôbo - A marcha da violência contra a mulher
A violência contra a mulher é um problema secular que o Brasil precisa enfrentar. Com esse argumento, a advogada e professora, ex-ministra substituta do TSE, Edilene Lôbo abre a entrevista ao Mundo Político, em agosto, mês de conscientização no combate à violência contra a mulher. A advogada diz que uma sociedade tem que superar as desigualdades entre homens e mulheres para ser próspera. Lembra que mais da metade da população é feminina, que essa violência foi normalizada por muito tempo, mas, apesar de avanços legais e investimentos do poder público, o país não consegue reduzir o número de casos. A professora Edilene Lôbo ensina que a educação de crianças e homens adultos é o caminho: “Nós precisamos repetir que é proibido agredir as mulheres, não podemos pactuar com essa violência e é preciso alcançar o ambiente privado e doméstico”.
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Marco Antonio Teixeira - Agenda Brasil: o julgamento do ano no STF
O ministro do STF Alexandre de Moraes planeja dar início ao julgamento de Jair Bolsonaro no início de setembro. A proximidade da data aumenta a tensão política em Brasília. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o cientista político e professor da FGV- Fundação Getúlio Vargas, Marco Antonio Teixeira, considera que os áudios divulgados semana passada pela Polícia Federal espelham mais uma tentativa de obstrução de justiça e devem atingir o mandato de Eduardo Bolsonaro. O professor avalia que Jair Bolsonaro já perdeu o controle do grupo aliado que briga pelo seu espólio político, de olho em 2026. Marco Antonio Teixeira ainda comenta a Federação União Brasil e PP que soma 109 deputados e diz que ambos os partidos são bastante divididos por conta de interesses regionais. Também acredita que o PL da Anistia hoje não tem chance de ser votado, que o projeto da isenção do imposto de renda, um compromisso de campanha de Lula, resultou numa vitória importante para o governo, mas a perda do comando da CPI da anistia foi tiro no pé do governo.
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Economista João Pedro Revoredo - O tarifaço no Brasil e em Minas
No dia 9 de julho, Donald Trump enviou carta ao presidente Lula informando que imporia 50% de taxação sobre as exportações brasileiras para os EUA. Um grupo de economistas da UFMG mede os impactos das tarifas. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o economista João Pedro Revoredo, pesquisador do Nemea - Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental Aplicada da UFMG e um dos autores do trabalho diz que até agora o impacto foi de perda de 0,26% do PIB e 56 mil postos de trabalho perdidos. Mas avalia que o pacote de ajuda do governo Lula deve conter perdas, já que condiciona o socorro à manutenção dos empregos. Ainda segundo o estudo, Revoredo diz que Minas deve estar entre os estados mais atingidos pelo tarifaço, por ser grande exportador de café e produtos siderúrgicos. O pesquisador ainda comenta a declaração em que o governador Romeu Zema afirma que o Brasil devia deixar os Brics. O economista não recomenda e lembra que o grupo de países é muito forte e o Brasil tem uma situação central e estratégica dentro do bloco.
Programa de entrevistas sobre política da TV Assembleia de Minas Gerais. O jornalista Marco Antonio Soalheiro conversa com quem sabe tudo sobre o assunto em Minas, no Brasil e no mundo.